Juiza que condenou Silval e Riva fica famosa e abandona a carreira para ser candidata em 2018

A juíza aposentada Selma Rosane Santos Arruda vai definir seu futuro político somente na próxima semana. Desde que pediu aposentadoria do cargo, homologada nesta terça-feira pelo Tribunal de Justiça, vários partidos fizeram convite a magistrada para filiação.

A juíza, porém, faz algumas exigências para definir em qual sigla irá se filiar. Entre as principais, está a ausência de envolvidos em corrupção nos quadros da futura legenda. “Não é um partido de anjos e santos. Eu só preciso de um partido onde as pessoas não estejam envolvidas com corrupção. Eu não preciso entrar para a política e as minhas exigências são de não ter que compartilhar palanque com pessoas que respondem ou responderam ações penais por corrupção. Na próxima semana, vou visitar as sedes dos partidos para conhecer melhor cada um e conhecer as pessoas”, explicou a juíza em entrevista a Rádio Capital FM hoje.

Selma Arruda confirmou que recebeu convite para ser candidata ao governo do Estado, mas reforçou que tem preferência por disputar um cargo legislativo. “Eu conheço Leis. Trabalhei minha vida inteira com Leis. Eu não me vejo preparada para exercer cargo executivo porque eu não me preparei para isso. Embora já tenha recebido convite de um partido que não revelarei qual é para ser candidata ao governo do Estado”, assume.

PRESSÃO

Sobre sua atuação na magistratura, marcada por decretos de prisões contra políticos do Estado, a juíza aposentada cita que a do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, foi um marco em sua carreira. Ela reconheceu que sofreu pressão de várias partes por conta de sua atuação. “A do José Riva foi a primeira prisão de pessoas de destaque. Foi uma fase muito difícil. Sofri muita pressão social, política, de advogados de defesa, do Ministério Público. O juiz é um ser muito solitário, condenei e absolvi de acordo com minhas convicções”, declara.

Já em relação à prisão do ex-governador Silval Barbosa, Selma revela que mesmo realizando seu trabalho de defensora da Justiça, se sentiu triste por ter que condenar uma pessoa que ocupava o mais alto cargo no Estado. “Já no caso do governador Silval Barbosa, que foi a segunda personalidade, foi muito importante para mim. Mas foi um momento que me senti muito triste como cidadã, pois você saber que a pessoa estava há pouco tempo ocupando o mais alto cargo político do Estado e, de repente, você ter elementos que fossem decretar uma prisão. Minha parte cidadã ficou muito abalada”, revela.

Fonte: Folhamax