Mesmo após prefeitura de Matupá tentar impedir, Agripac confirma que continua trabalho topográfico na Gleba Padovani

Através de um Termo de Cooperação entre o INCRA e a AGRIPAC, foi dado início ao trabalho de georeferenciamento das propriedades rurais do Projeto de Assentamento Padovani em Matupá para em seguida ocorrer a titulação e documentação dos sitiantes.
Após quase 40% do trabalho concluído a prefeitura de Matupá foi junto ao INCRA tentar interromper os serviços apresentando uma denúncia contra a Associação AGRIPAC e também contra a empresa responsável pela execução dos trabalhos.
Na denúncia, entre outros itens, a prefeitura alegou que a AGRIPAC tem sede em Peixoto de Azevedo e para tanto não poderia atuar no assentamento. Outra reclamação do município contra o trabalho que está em andamento seria o valor pago por parte dos sitiantes pelo serviço prestado na gleba.
Nesta semana o presidente da AGRIPAC – Associação de Mini e Pequenos Agricultores do Projeto de Assentamento Cachimbo, Pedrinho de Medeiros, procurou nossa reportagem para informar aos sitiantes da Gleba Padovani que a associação não foi comunicada de forma oficial pelo INCRA para paralisar os serviços de georeferenciamento.
O Presidente disse que apesar da Prefeitura de Matupá ter tentado barrar o trabalho junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, a AGRIPAC continua defendendo o compromisso assumido e pretende terminar todo o trabalho em aproximadamente 90 dias e após finalização desta etapa serão entregues ao INCRA os documentos para se iniciar o processo de titulação.
Pedrinho ainda destacou que a AGRIPAC é uma associação regional e tem autonomia para atuar em todos os municípios da região, sem contar que a Gleba Padovani também está situada em parte de seu território no município de Peixoto de Azevedo.
“Nós fomos informados que o servidor do INCRA que recebeu o ofício com as denúncias apresentadas pelo município de Matupá, foi exonerado da instituição no último dia 30 de julho conforme a portaria Nº 1220 do INCRA que foi publicada no dia 01 de agosto pelo diário Oficial da União. Nós já informamos a empresa que realiza o trabalho para que continue e em breve será realizado o sonho desses sitiantes que esperam pelo documento de sua terra há mais de 25 anos.” – disse o presidente da AGRIPAC.